Homilía de Dom Dolezzio nesta manhã em uma celebração em Roma.

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM. Nossa Senhora da Penha, intercedei por nós.

Caríssimos irmãos clérigos e leigos.

Diante da violência, da crueldade, da destruição da dignidade humana, o choro é cristão. Pedir o dom das lágrimas, porque chorar abre o coração é uma fonte de inspiração. Chorem. Jesus chorou nos momentos mais difíceis da sua vida, no momento que ele viu o fracasso do seu povo, chorou diante de Jerusalém.



Mas como pode ter uma vida feliz? Com o gesto de estender e abrir a mão,  cultura da convivência, da fraternidade e do serviço, faz abrir e sujar as mãos, Você quer ser feliz? Então estenda, abra e suje a sua mão. A fé sempre é transmitida na linguagem. A linguagem da família, a linguagem da amizade, a linguagem da proximidade! Ainda digo mas, a fé sempre é transmitida em casa. São precisamente os avós que, nos momentos mais difíceis da história, transmitiram a fé. Pensemos nas perseguições da fé que ocorreram no século passado. Durante as ditaduras e genocídios que todos conhecemos... Os avós ensinavam escondidos aos netos a rezar e os levavam para serem batizados. Eles tiveram uma grande responsabilidade nestes momentos de perseguição.

Para transmitir a fé, não é suficiente ler o catecismo, porque a fé não é só o conteúdo, é a maneira de viver, avaliar, de alegrar-se, de entristecer-se, de chorar... há um ensinamento de vida, não se trata de convencer, porque a fé e a Igreja não crescem por proselitismo, mas por atração, ou seja, através do testemunho, a importância do silêncio, um silêncio que acompanha, não um silêncio que acusa.

Testemunho ruim, a maioria por parte de pessoas da Igreja como sacerdotes neuróticos ou pessoas que se dizem católicas, mas levam uma vida ruim. Esse testemunho ruim é aquele que afasta as pessoas da fé, asseguro a todos vocês. Manifestem sim a fé, com muito amor, muita ternura, testemunho, paciência e oração. 

Graças e Louvores sejam dadas a todos os momentos.